Carteiras Recomendadas > Carteiras Recomendadas > Carteira Recomendada > Carteira Recomendada de Ações · Novembro de 2026
Publicado em 03 de Novembro de 2026 às 08:24:32
Carteira Recomendada de Ações · Novembro de 2026
Acompanhe o conteúdo e veja a carteira recomendada com as melhores ações para investir em novembro de 2026.
O resultado da eleição trouxe de volta a dúvida sobre as contas públicas. Boa parte do mercado estava posicionada para uma troca de governo, com a expectativa de um ajuste fiscal crível, e a continuidade obrigou essas posições a se desfazerem de uma vez. Em 26 de outubro, o Ibovespa caiu 13,88%, de 205.083 para 176.608 pontos, com o circuit breaker acionado pela primeira vez desde março de 2020. O índice de small caps caiu 26,9% no mesmo dia, e o dólar subiu de R$ 4,99 para R$ 5,40. Foi a terceira maior queda diária do Ibovespa dos últimos vinte anos, atrás só de dois pregões de março de 2020.
O sinal mais importante veio dos juros longos. A taxa prefixada de dez anos saltou de 12,74% para 15,13% ao ano em um único dia, a maior alta diária em vinte anos, e o Tesouro suspendeu a venda de títulos e recomprou parte deles para conter o movimento. Na leitura da Carta do Estrategista de novembro, o Brasil virou um trade fiscal: dólar, juros e bolsa passam a se mexer juntos a cada notícia sobre as contas do governo. O cenário mais provável é intermediário, com algumas medidas de ajuste, insuficientes para resolver o problema, mas capazes de tirar o mercado do modo pânico. Os prêmios de risco devem continuar altos.
A economia já perde fôlego, com indústria, serviços e comércio desacelerando e as famílias com uma parte recorde da renda comprometida com dívidas. A inflação, porém, ainda não cedeu: os serviços voltaram a subir e o petróleo acima de US$ 110 o barril pressiona os preços. A Genial espera mais um corte de 0,25 ponto na Selic em novembro, para 13,50%, e depois uma pausa longa. Lá fora, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,75% e 4,00% em 28 de outubro, com dois votos por nova alta, e o dinheiro segue caro no mundo.
As carteiras em outubro
Carteira
Benchmark
Outubro
Em 2026
12 meses
Trocas em novembro
carteira
benchmark
carteira
benchmark
carteira
benchmark
Ibovespa 10+
Ibovespa
−7,46%
−9,88%
−6,94%
+4,22%
+0,63%
+12,29%
4 de 10
Ibovespa 5+
Ibovespa
−7,46%
−9,88%
−1,81%
+4,22%
+0,12%
+12,29%
2 de 5
Small Caps 8+
Small Caps
−11,89%
−17,45%
−14,81%
−18,78%
−2,98%
−16,97%
4 de 8
Micro Caps 5+
Small Caps
−22,53%
−17,45%
−26,28%
−18,78%
−15,07%
−16,97%
4 de 5
Dividendos 5+
Dividendos
−11,38%
−9,87%
−5,04%
+2,03%
+5,23%
+9,02%
3 de 5
ESG 5+
ISE
−13,90%
−15,72%
−6,80%
−10,13%
−1,48%
−5,57%
2 de 5
Retorno de outubro (30/09 a 30/10), do ano e de 12 meses, carteira e benchmark; trocas = posições novas em novembro. Fonte: Economatica, Genial.
Desempenho
Nos índices locais, outubro terminou com queda de 9,88% do Ibovespa, queda de 17,45% do índice de small caps, queda de 9,87% do índice de dividendos e queda de 15,72% do índice de sustentabilidade. O índice de BDRs teve alta de 0,93%, e o CDI rendeu 1,07%. Números do fechamento de 30/10.
Índices locais no mês
BDRs (BDRX)
+0,93%
Dividendos (IDIV)
−9,87%
Ibovespa
−9,88%
ISE (sustentabilidade)
−15,72%
Small Caps (SMLL)
−17,45%
Retorno de outubro, fechamento de 30/10. Fonte: Economatica, B3, Banco Central.
Valuation
A queda deixou a bolsa mais barata, e o motivo importa. No fechamento de 29/10, segundo a Bloomberg, o Ibovespa negociava a 7,9 vezes o lucro projetado para doze meses, contra uma média de 10,5 vezes desde 2011, cerca de um desvio padrão abaixo dela. As small caps estavam a 7,2 vezes, contra média de 12,8, o maior desconto entre os recortes de tamanho da bolsa. O múltiplo caiu porque o preço caiu, e não porque as projeções de lucro foram cortadas. E o estrangeiro não saiu: comprou R$ 8,6 bilhões em ações na B3 em outubro, até o dia 28, segundo a B3.
Esse desconto, somado ao histórico de recuperação depois de grandes quedas, é o argumento mais forte a favor de voltar a comprar bolsa agora. A nossa leitura é que a correção ainda não terminou: os lucros projetados ainda não refletem o crescimento menor, os juros altos e o dólar mais caro. Se as projeções forem revistas para baixo, a bolsa que hoje parece barata deixa de ser. Preferimos esperar que os lucros confirmem os preços.
Ibovespa: preço sobre lucro projetado para 12 meses
Em 29/10/2026: 7,9 vezes o lucro, contra média de 10,5 desde setembro de 2011 · 24% abaixo da média · −1,01 desvio
Small caps: preço sobre lucro projetado para 12 meses
Em 29/10/2026: 7,2 vezes o lucro, contra média de 12,8 desde setembro de 2016 · 44% abaixo da média · −1,29 desvio
P/L projetado para os próximos 12 meses, semanal, até 29/10/2026; média e faixas de um e dois desvios padrão de toda a série. Fonte: Bloomberg.
Brasil e Curva de Juros
Na leitura do ajuste de 30/10, o vencimento de janeiro de 2027 paga 13,64% e a curva sobe ao longo de 2027, até 14,42% em dezembro. Do começo de 2028 em diante, as taxas continuam subindo, até 15,35% nos vencimentos de janeiro de 2033 e de 2034, o ponto mais alto da curva. Comparada com a leitura de 29/09 que publicamos na carta passada, a ponta longa subiu cerca de 1,3 ponto percentual: o vencimento de 2034 foi de 14,01% para 15,35%. A curva passou a cobrar de novo o prêmio fiscal que tinha cedido em setembro, agora somado ao prêmio do juro americano alto.
Para as empresas, o juro longo é o custo do capital: quando ele sobe, investir fica mais caro e os negócios valem menos. As mais prejudicadas são as que dependem da economia doméstica ou carregam muita dívida, e foram elas que lideraram as perdas de 26 de outubro, várias com quedas acima de 40%. As poucas altas daquele dia vieram de exportadoras, que recebem em dólar e se defendem com o câmbio alto. É esse o desenho que as carteiras de novembro seguem.
Curva de DI futuro: o último pregão e as quatro semanas anteriores
Em 30/10: ponto mais alto 15,35% em jan/33 · mais curto 13,64% em jan/27 · variação da ponta longa em 28 dias +120 pb
Taxas de ajuste dos contratos de DI futuro em 30/10, 23/10, 16/10, 09/10, 02/10; queda de taxa é boa notícia para a bolsa (azul), alta pesa (rosa). Fonte: B3.
Juros, dólar e o estrangeiro no mês
Juro 10 anos EUA
4,94%
−35 pb no mês
Dólar (R$)
R$ 5,38
+4,0% no mês
Dólar Index (DXY)
102,04
+0,6% no mês
Estrangeiro na B3
R$ +8,6 bi
saldo no mês até 28/10
Nível no fechamento de 29/10/2026 e variação desde o fim do mês anterior; saldo do estrangeiro no mercado à vista da B3, que divulga com dois pregões de atraso. Fonte: Bloomberg, B3.
Assimetria
Medidos contra a média móvel de seis meses, no fechamento de 29/10, todos os índices locais de ações passaram para baixo dela. O Ibovespa opera 5,9% abaixo da média, a 0,95 desvio padrão negativo, depois de ter fechado setembro 2,8% acima. Os índices de dividendos e de sustentabilidade estão 6,4% e 11,8% abaixo. As small caps estão 16,2% abaixo da própria média, a quase dois desvios padrão negativos, o recorte mais descontado da bolsa. Na outra ponta, o índice de BDRs opera 6,2% acima da média, a 1,85 desvio padrão positivo, ajudado pela alta do dólar. Assimetria grande não é sinal de compra sozinha: ela mede o quanto o preço se afastou da média, e, num mercado que depende de uma resposta fiscal, a distância pode crescer antes de diminuir.
Distância de cada índice para a própria média de seis meses
BDRs
+6,2%+1,85 desvio
Ibovespa
−5,9%−0,95 desvio
Dividendos
−6,4%−1,15 desvio
Sustentabilidade
−11,8%−1,67 desvio
Small caps
−16,2%−1,98 desvio
Distância do fechamento de 29/10/2026 para a média dos últimos 126 pregões, em % e em desvios padrão. Fonte: Bloomberg.
Estratégia: como estamos nos posicionando
De onde viemos
As carteiras entraram em outubro preparadas para os dois caminhos da eleição, com três perfis lado a lado: empresas com receita em dólar, negócios domésticos que reagem primeiro quando o juro cai e geradoras de caixa que pagam dividendo com regularidade. A perna doméstica era a aposta na alternância.
Trocas para novembro
Ibovespa 10+4
Ibovespa 5+2
Small Caps 8+4
Micro Caps 5+4
Dividendos 5+3
ESG 5+2
O que o mês revelou
A eleição escolheu a continuidade, e o mercado, que estava posicionado para o resultado oposto, devolveu numa tarde parte do que tinha ganhado no ano. As exportadoras e as empresas sem dívida resistiram; as domésticas e as endividadas concentraram as perdas. O juro longo subiu de novo, e isso tira o apoio de quem dependia da queda da Selic para crescer.
Índices em outubro
Ibovespa−9,88%
Small Caps−17,45%
Dividendos−9,87%
ISE−15,72%
BDRs+0,93%
Para onde apontamos
As listas da carteira recomendada de novembro ficam mais defensivas, com 19 trocas em 38 posições. Saem os negócios mais expostos ao juro alto e à economia fraca, como JHSF, Méliuz e Dexco, e entram exportadoras com receita em dólar, como Suzano e São Martinho, e as seguradoras, que ganham com o juro alto sobre o dinheiro que aplicam. O que vigiamos em novembro são os sinais do governo sobre a meta fiscal, o Copom de 3 e 4 de novembro, o orçamento de 2027 e a inflação. No preço das empresas, o dólar pesa nas exportadoras, o petróleo na Petrobras e o juro longo em todas.
Carteira Ibovespa 10+
A carteira Ibovespa 10+ apresentou queda de 7,46% no mês de outubro. No mesmo período, o Ibovespa obteve desempenho negativo de 9,88%. No ano de 2026, a carteira acumula queda de 6,94%. Em relação ao mês de outubro, saíram as ações da Ultrapar (UGPA3), JHSF (JHSF3), Méliuz (CASH3) e Vibra Energia (VBBR3). Com inclusão das ações da São Martinho (SMTO3), Suzano (SUZB3), Tegma (TGMA3) e Petrobras (PETR4).
Outubro
3 meses
Em 2026
12 meses
24 meses
Desde dez/17
Carteira
−7,46%
+1,74%
−6,94%
+0,63%
+26,74%
+104,75%
Ibovespa
−9,88%
+8,31%
+4,22%
+12,29%
+41,34%
+119,82%
Diferença
+2,4 p.p.
−6,6 p.p.
−11,2 p.p.
−11,7 p.p.
−14,6 p.p.
−15,1 p.p.
São quatro trocas na carteira recomendada de dez ações, e as quatro saídas perderam momento. JHSF e Méliuz são negócios domésticos, os mais expostos ao juro alto e à economia mais fraca, e a Méliuz ainda opera com prejuízo. Ultrapar e Vibra, as distribuidoras de combustível, dependem do consumo interno e saem sem piora de resultado; a Ultrapar segue na Ibovespa 5+ e na ESG 5+.
O que mudou de outubro para novembro
Outubro
4 trocas
Novembro (recomendação atual)
CASH3
−22,80% em out.
sai · entra
PETR4
JHSF3
−22,54% em out.
sai · entra
SMTO
SMTO3
UGPA3
−15,64% em out.
sai · entra
SUZB
SUZB3
VBBR3
−20,34% em out.
sai · entra
TGMA3
BBSE3
+5,46% em out.
permanece
BBSE3
+5,46% em out.
CXSE3
+7,55% em out.
permanece
CXSE3
+7,55% em out.
EMBJ3
+2,37% em out.
permanece
EMBJ3
+2,37% em out.
FLRY3
−10,18% em out.
permanece
FLRY3
−10,18% em out.
GGBR4
+3,54% em out.
permanece
GGBR4
+3,54% em out.
MILS3
−2,01% em out.
permanece
MILS3
−2,01% em out.
A carteira fica mais defensiva, como pede o cenário. Embraer, Gerdau, Suzano e São Martinho têm receita ligada ao dólar e se defendem com o câmbio mais alto. BB Seguridade e Caixa Seguridade são seguradoras muito rentáveis, com mais caixa que dívida, que ganham com o juro alto. Fleury, Mills, Tegma e Petrobras geram caixa com a dívida sob controle.
Quem puxou o resultado de outubro
Peso × retorno de cada posição, carteira de outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Composição de novembro por setor
Peso de cada grupo na carteira recomendada. Fonte: Genial.
R$ 100 aplicados em dez/17
Base 100 em dez/17, até 10/2026, a série publicada nas cartas anteriores. Fonte: Economatica, Genial.
Ano a ano
Carteira Ibovespa
Retorno de cada ano, em %. * 2026 até outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Risco em 12 meses volatilidade 23,3% ao ano · maior queda 19,0% · beta 1,00
A Carteira Ibovespa 10+ tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses superior a R$ 1 milhão e pertencentes ao IBRA (Índice Brasil Amplo) fazem parte do universo de escolhas.
As 10 ações de novembro
PETR4 Petrobras
Energia
ENTRA
Volta à carteira como a maior geradora de caixa da lista, com receita ligada ao dólar.
A petroleira integrada lucrou R$ 52,5 bilhões no segundo trimestre, contra R$ 26,8 bilhões um ano antes, com retorno sobre patrimônio de 27,7%, e negocia a cerca de 5 vezes o lucro. Em doze meses, declarou R$ 3,66 por ação em proventos, perto de 7% do preço. Com o petróleo acima de US$ 110 o barril, a receita em dólar protege; o risco é o barril ceder se os conflitos no Oriente Médio se resolverem.
SMTO
SMTO3 São Martinho
Consumo Não Cíclico
ENTRA
Estreia com receita ligada ao dólar e negociada abaixo do valor patrimonial.
A produtora de açúcar, etanol e energia a partir da cana vende o açúcar com preço formado no mercado internacional. Lucrou R$ 812 milhões em doze meses e negocia a cerca de 8,6 vezes o lucro e a 0,9 vez o patrimônio. O trimestre até junho, início da safra, foi mais fraco, com lucro de R$ 38 milhões, contra R$ 63 milhões um ano antes. A dívida líquida, de 2 vezes o Ebitda, e o preço do açúcar são os pontos a vigiar.
SUZB
SUZB3 Suzano
Materiais Básicos
ENTRA
A maior produtora de celulose de eucalipto do mundo exporta a maior parte do que produz e recebe em dólar.
Lucrou R$ 8,17 bilhões em doze meses e negocia a cerca de 7,6 vezes o lucro, com retorno sobre patrimônio de 16,4%. No segundo trimestre, o lucro foi de R$ 1,81 bilhão, contra R$ 5,01 bilhões um ano antes, numa base que tinha o ganho do câmbio sobre a dívida em dólar. A dívida líquida, perto de 3 vezes o Ebitda, e o preço da celulose são os pontos de atenção.
TGMA3 Tegma
Bens Industriais
ENTRA
Entra com rentabilidade alta, dívida quase zero e um dos maiores rendimentos em proventos da carteira.
A empresa de logística de veículos novos para montadoras, que também atende a indústria química e de grãos, lucrou R$ 83 milhões no segundo trimestre, alta de 24%, com receita subindo 37%, para R$ 740 milhões. Negocia a cerca de 9,5 vezes o lucro, com retorno sobre patrimônio de 25,6%, e os proventos de doze meses somaram perto de 9% do preço. O risco está na venda de veículos num mês de economia mais fraca.
BBSE3 BB Seguridade
Serviços Financeiros
+5,46% em out.
Uma das maiores rentabilidades da bolsa e dividendo alto, num negócio que ganha com o juro alto.
A holding de seguros, previdência e capitalização vendidos pela rede do Banco do Brasil lucrou R$ 2,41 bilhões no segundo trimestre e R$ 9,19 bilhões em doze meses, com retorno sobre patrimônio de 84%. Negocia a cerca de 9 vezes o lucro, e os proventos dos últimos doze meses somaram perto de 11% do preço. O ponto a vigiar são os números operacionais, que vieram mais fracos no seguro rural e na previdência.
CXSE3 Caixa Seguridade
Serviços Financeiros
+7,55% em out.
Lucro em alta, mais caixa que dívida e dividendo já aprovado: é a posição mais defensiva da carteira.
A holding de seguros, previdência, capitalização e consórcios vendidos pela rede da Caixa lucrou R$ 1,16 bilhão no segundo trimestre, contra R$ 1,03 bilhão um ano antes, e R$ 4,52 bilhões em doze meses, com retorno sobre patrimônio de 32,8%. Negocia a cerca de 14 vezes o lucro. O dividendo de R$ 0,35 por ação é de quem for acionista em 3 de novembro e sai no dia 17. O risco está no ritmo de vendas na rede da Caixa.
EMBJ3 Embraer
Bens Industriais
+2,37% em out.
Fatura em dólar, o que defende a posição num cenário de câmbio alto.
A fabricante de aviões comerciais regionais, executivos e de defesa lucrou R$ 1,09 bilhão no segundo trimestre, contra R$ 397 milhões um ano antes, com receita de R$ 11,3 bilhões, e tem dívida líquida de apenas 0,3 vez o Ebitda. Negocia a cerca de 31 vezes o lucro, e o risco é o ritmo de entregas e de encomendas não sustentar esse múltiplo. O balanço do terceiro trimestre sai no começo de novembro.
FLRY3 Fleury
Saúde
−10,18% em out.
Lucro em alta e dívida controlada, num negócio de demanda pouco ligada ao ciclo.
A companhia de medicina diagnóstica, com exames de laboratório e de imagem sob várias marcas pelo país, lucrou R$ 219 milhões no segundo trimestre, contra R$ 145 milhões um ano antes, com receita de R$ 2,32 bilhões. A dívida líquida é de 1,6 vez o Ebitda, e a ação negocia a cerca de 16 vezes o lucro. Voltada ao mercado interno, é a mais sensível ao juro entre as que ficam, e o múltiplo pede que a execução continue.
GGBR4 Gerdau
Materiais Básicos
+3,54% em out.
Tem a maior parte do resultado operacional nos Estados Unidos, o que a protege com o dólar alto.
A produtora de aços longos divulgou em 26 de outubro um terceiro trimestre com Ebitda ajustado de R$ 3,77 bilhões e margem de 20,2%, a maior desde o segundo trimestre de 2023, puxada pela América do Norte, que respondeu por mais de três quartos do resultado. O lucro ajustado foi de R$ 1,52 bilhão, alta de 40% em um ano, e a dívida líquida está em 0,58 vez o Ebitda. Negocia a 0,9 vez o valor patrimonial e já aprovou dividendo de R$ 0,34 por ação, para quem for acionista em 10 de novembro. O Brasil, ainda pressionado pela importação de aço, e a política tarifária americana ditam o ritmo.
MILS3 Mills
Bens Industriais
−2,01% em out.
Rentabilidade alta a múltiplo de um dígito, com dívida baixa.
A locadora de máquinas e equipamentos para construção, mineração e indústria lucrou R$ 106 milhões no segundo trimestre, contra R$ 87 milhões um ano antes, e R$ 449 milhões em doze meses, com retorno sobre patrimônio de 23,8% e dívida líquida de 1,2 vez o Ebitda. Negocia perto de 8 vezes o lucro. A locação captura o investimento em infraestrutura sem carregar o risco da obra, e o ponto de atenção é o juro alto adiar projetos dos clientes.
Múltiplos projetados para 12 meses
Papel
P/L
Dividendos
ROE
EV/Ebitda
BBSE3
9,4x
-
86,5%
-
CXSE3
13,1x
-
28,2%
-
EMBJ3
20,4x
3,9%
11,6%
13,4x
FLRY3
13,0x
7,0%
17,1%
5,9x
MILS3
-
-
18,5%
-
SMTO3
-
-
1,0%
-
GGBR4
8,1x
7,5%
9,9%
3,9x
SUZB3
15,2x
3,9%
11,8%
5,6x
TGMA3
7,0x
-
-
4,4x
PETR4
4,3x
15,9%
31,8%
3,0x
Mediana da carteira
11,2x
7,0%
17,1%
5,0x
Ibovespa
8,2x
6,5%
16,7%
5,1x
Consenso de analistas, fechamento de 29/10/2026. Fonte: Bloomberg.
Carteira Ibovespa 5+
A carteira Ibovespa 5+ apresentou queda de 7,46% no mês de outubro. No mesmo período, o Ibovespa obteve desempenho negativo de 9,88%. No ano de 2026, a carteira acumula queda de 1,81%. Em relação ao mês de outubro, saíram as ações da Vibra Energia (VBBR3) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4). Com inclusão das ações da BB Seguridade (BBSE3) e Caixa Seguridade (CXSE3).
Outubro
3 meses
Em 2026
12 meses
24 meses
Desde dez/17
Carteira
−7,46%
+5,63%
−1,81%
+0,12%
+29,43%
+38,29%
Ibovespa
−9,88%
+8,31%
+4,22%
+12,29%
+41,34%
+119,82%
Diferença
+2,4 p.p.
−2,7 p.p.
−6,0 p.p.
−12,2 p.p.
−11,9 p.p.
−81,5 p.p.
A Vibra sai para abrir espaço às seguradoras, mais alinhadas ao juro alto, e a Metalúrgica Gerdau sai com a rentabilidade de doze meses ainda fraca; ela segue na Small Caps 8+. As duas entradas são seguradoras muito rentáveis, com mais caixa que dívida, que ganham com o juro alto sobre o dinheiro que aplicam e pagam dividendo com regularidade.
O que mudou de outubro para novembro
Outubro
2 trocas
Novembro (recomendação atual)
GOAU4
+1,55% em out.
sai · entra
BBSE3
VBBR3
−20,34% em out.
sai · entra
CXSE3
FLRY3
−10,18% em out.
permanece
FLRY3
−10,18% em out.
PETR4
+7,31% em out.
permanece
PETR4
+7,31% em out.
UGPA3
−15,64% em out.
permanece
UGPA3
−15,64% em out.
A carteira junta três perfis em cinco nomes. A Petrobras traz a receita em dólar; BB Seguridade e Caixa Seguridade, o ganho com o juro alto; Ultrapar e Fleury, a geração de caixa recorrente. Quatro das cinco empresas também estão na Ibovespa 10+, e a Ultrapar é a que diferencia esta lista. Com cinco nomes, cada posição pesa um quinto da carteira.
Quem puxou o resultado de outubro
Peso × retorno de cada posição, carteira de outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Composição de novembro por setor
Peso de cada grupo na carteira recomendada. Fonte: Genial.
R$ 100 aplicados em dez/17
Base 100 em dez/17, até 10/2026, a série publicada nas cartas anteriores. Fonte: Economatica, Genial.
Ano a ano
Carteira Ibovespa
Retorno de cada ano, em %. * 2026 até outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Risco em 12 meses volatilidade 26,4% ao ano · maior queda 17,4% · beta 1,14
A Carteira Ibovespa 5+ é divulgada mensalmente no jornal Valor Econômico e tem por objetivo superar a performance do Ibovespa no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses superior a R$ 5 milhões e pertencentes ao Ibovespa fazem parte do universo de escolhas.
As 5 ações de novembro
BBSE3 BB Seguridade
Serviços Financeiros
ENTRA
Uma das maiores rentabilidades da bolsa e dividendo alto, num negócio que ganha com o juro alto.
A holding de seguros, previdência e capitalização vendidos pela rede do Banco do Brasil lucrou R$ 2,41 bilhões no segundo trimestre e R$ 9,19 bilhões em doze meses, com retorno sobre patrimônio de 84%. Negocia a cerca de 9 vezes o lucro, e os proventos dos últimos doze meses somaram perto de 11% do preço. O ponto a vigiar são os números operacionais, que vieram mais fracos no seguro rural e na previdência.
CXSE3 Caixa Seguridade
Serviços Financeiros
ENTRA
Lucro em alta, mais caixa que dívida e dividendo já aprovado: é a posição mais defensiva da carteira.
A holding de seguros, previdência, capitalização e consórcios vendidos pela rede da Caixa lucrou R$ 1,16 bilhão no segundo trimestre, contra R$ 1,03 bilhão um ano antes, e R$ 4,52 bilhões em doze meses, com retorno sobre patrimônio de 32,8%. Negocia a cerca de 14 vezes o lucro. O dividendo de R$ 0,35 por ação é de quem for acionista em 3 de novembro e sai no dia 17. O risco está no ritmo de vendas na rede da Caixa.
FLRY3 Fleury
Saúde
−10,18% em out.
Nesta carteira, é a posição mais ligada ao mercado interno, com lucro em alta e dívida controlada.
A companhia de medicina diagnóstica, com exames de laboratório e de imagem sob várias marcas pelo país, lucrou R$ 219 milhões no segundo trimestre, contra R$ 145 milhões um ano antes, com receita de R$ 2,32 bilhões. A dívida líquida é de 1,6 vez o Ebitda, e os proventos de doze meses somaram perto de 6% do preço. Negocia a cerca de 16 vezes o lucro, e é a mais sensível ao juro entre as cinco.
PETR4 Petrobras
Energia
+7,31% em out.
Maior geradora de caixa da carteira, com receita ligada ao dólar.
A petroleira integrada lucrou R$ 52,5 bilhões no segundo trimestre, contra R$ 26,8 bilhões um ano antes, com retorno sobre patrimônio de 27,7%, e negocia a cerca de 5 vezes o lucro. Em doze meses, declarou R$ 3,66 por ação em proventos, perto de 7% do preço. Com o petróleo acima de US$ 110 o barril, a receita em dólar protege num cenário de câmbio alto; o risco é o barril ceder se os conflitos no Oriente Médio se resolverem.
UGPA3 Ultrapar
Energia
−15,64% em out.
A dona da Ipiranga fica como o caixa presente da carteira, com lucro em alta e dívida baixa.
A holding, que reúne também a Ultragaz e a Ultracargo, lucrou R$ 1,68 bilhão no segundo trimestre, contra R$ 1,15 bilhão um ano antes, e R$ 3,46 bilhões em doze meses, com retorno sobre patrimônio de 19,3% e dívida líquida de 1,1 vez o Ebitda. Negocia a cerca de 10 vezes o lucro e pagou dois dividendos de R$ 1,00 por ação em doze meses. Distribuição de combustível trabalha com margem fina, e o risco está numa compressão dessa margem.
Múltiplos projetados para 12 meses
Papel
P/L
Dividendos
ROE
EV/Ebitda
PETR4
4,3x
15,9%
31,8%
3,0x
BBSE3
9,4x
-
86,5%
-
CXSE3
13,1x
-
28,2%
-
UGPA3
7,8x
-
33,3%
4,6x
FLRY3
13,0x
7,0%
17,1%
5,9x
Mediana da carteira
9,4x
11,5%
31,8%
4,6x
Ibovespa
8,2x
6,5%
16,7%
5,1x
Consenso de analistas, fechamento de 29/10/2026. Fonte: Bloomberg.
Carteira Small Caps 8+
A carteira Small Caps 8+ apresentou queda de 11,89% no mês de outubro. No mesmo período, o índice de small caps (SMLL) obteve desempenho negativo de 17,45%. No ano de 2026, a carteira acumula queda de 14,81%. Em relação ao mês de outubro, saíram as ações da JHSF (JHSF3), Méliuz (CASH3), Dexco (DXCO3) e Tupy (TUPY3). Com inclusão das ações da São Martinho (SMTO3), União Pet (AUAU3), IRB(Re) (IRBR3) e Alpargatas (ALPA4).
Outubro
3 meses
Em 2026
12 meses
24 meses
Desde dez/17
Carteira
−11,89%
−0,12%
−14,81%
−2,98%
+31,15%
+26,52%
Small Caps
−17,45%
+3,11%
−18,78%
−16,97%
+11,65%
+12,72%
Diferença
+5,6 p.p.
−3,2 p.p.
+4,0 p.p.
+14,0 p.p.
+19,5 p.p.
+13,8 p.p.
As quatro saídas perderam momento e têm em comum a dependência do juro em queda: JHSF e Méliuz pelo consumo doméstico, Dexco e Tupy pela dívida e por uma virada de resultado que ainda não se completou. Das entradas, a São Martinho traz receita ligada ao dólar, a IRB(Re) ganha com o juro alto sobre as reservas que aplica, a Alpargatas tem vendas relevantes fora do Brasil e caixa quase igual à dívida, e a União Pet começa a capturar as sinergias da fusão.
O que mudou de outubro para novembro
Outubro
4 trocas
Novembro (recomendação atual)
CASH3
−22,80% em out.
sai · entra
ALPA
ALPA4
DXCO3
−21,34% em out.
sai · entra
AUAU
AUAU3
JHSF3
−22,54% em out.
sai · entra
IRBR
IRBR3
TUPY3
−13,31% em out.
sai · entra
SMTO
SMTO3
FLRY3
−10,18% em out.
permanece
FLRY3
−10,18% em out.
GOAU4
+1,55% em out.
permanece
GOAU4
+1,55% em out.
MILS3
−2,01% em out.
permanece
MILS3
−2,01% em out.
TGMA3
−4,51% em out.
permanece
TGMA3
−4,51% em out.
As small caps foram o recorte mais castigado de outubro, e a carteira troca metade das posições para reduzir a dependência da economia doméstica. Mills, Fleury, Metalúrgica Gerdau e Tegma ficam.
Quem puxou o resultado de outubro
Peso × retorno de cada posição, carteira de outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Composição de novembro por setor
Peso de cada grupo na carteira recomendada. Fonte: Genial.
R$ 100 aplicados em dez/17
Base 100 em dez/17, até 10/2026, a série publicada nas cartas anteriores. Fonte: Economatica, Genial.
Ano a ano
Carteira Small Caps
Retorno de cada ano, em %. * 2026 até outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Risco em 12 meses volatilidade 25,5% ao ano · maior queda 24,9% · beta 0,95
A Carteira Small Caps 8+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações pertencentes ao Índice de Small Caps e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses superior a R$ 3 milhões fazem parte do universo de escolhas.
As 8 ações de novembro
ALPA
ALPA4 Alpargatas
Consumo Cíclico
ENTRA
Lucro em alta, dívida baixa e vendas relevantes fora do Brasil.
A dona da Havaianas lucrou R$ 170 milhões no segundo trimestre, contra R$ 87 milhões um ano antes, com receita de R$ 1,23 bilhão, e soma R$ 701 milhões em doze meses. O retorno sobre patrimônio é de 19,4%, a dívida líquida é de 0,5 vez o Ebitda, e a ação negocia a cerca de 12,5 vezes o lucro. Em dezembro de 2025, devolveu R$ 1,25 por ação aos acionistas em redução de capital. O consumo mais fraco no Brasil é o ponto de atenção.
AUAU
AUAU3 União Pet
Consumo Cíclico
ENTRA
Estreia com caixa maior que a dívida e as sinergias da fusão ainda por aparecer.
O grupo Petz Cobasi, nascido da união das redes Petz e Cobasi e listado desde janeiro, é o maior varejista de produtos e serviços para animais de estimação do país. No segundo trimestre, as vendas nas mesmas lojas subiram 7,1%, e o lucro ajustado foi de R$ 70 milhões. A ação negocia perto do valor patrimonial, a cerca de 19 vezes o lucro de doze meses. O consumo doméstico mais fraco é o ponto de atenção, compensado em parte por um gasto pouco ligado ao ciclo.
IRBR
IRBR3 IRB(Re)
Serviços Financeiros
ENTRA
A resseguradora ganha com o juro alto sobre as reservas que aplica e negocia abaixo do patrimônio.
A maior resseguradora do país, que cobre riscos patrimoniais, rurais, de transporte e de vida assumidos pelas seguradoras, negocia a 0,85 vez o valor patrimonial. Em 2026, passou a pagar juros sobre capital próprio todo mês, depois de anos sem distribuir proventos. O lucro de doze meses ainda é pequeno para o tamanho da empresa, com retorno sobre patrimônio de 4,5%, e o ponto a vigiar é a queda dos prêmios emitidos.
SMTO
SMTO3 São Martinho
Consumo Não Cíclico
ENTRA
Estreia com receita ligada ao dólar e negociada abaixo do valor patrimonial.
A produtora de açúcar, etanol e energia a partir da cana vende o açúcar com preço formado no mercado internacional. Lucrou R$ 812 milhões em doze meses e negocia a cerca de 8,6 vezes o lucro e a 0,9 vez o patrimônio. O trimestre até junho, início da safra, foi mais fraco, com lucro de R$ 38 milhões, contra R$ 63 milhões um ano antes. A dívida líquida, de 2 vezes o Ebitda, e o preço do açúcar são os pontos a vigiar.
FLRY3 Fleury
Saúde
−10,18% em out.
Lucro em alta e dívida controlada, num negócio de demanda pouco ligada ao ciclo.
A companhia de medicina diagnóstica, com exames de laboratório e de imagem sob várias marcas pelo país, lucrou R$ 219 milhões no segundo trimestre, contra R$ 145 milhões um ano antes, com receita de R$ 2,32 bilhões. A dívida líquida é de 1,6 vez o Ebitda, e a ação negocia a cerca de 16 vezes o lucro. Voltada ao mercado interno, é a mais sensível ao juro entre as que ficam, e o múltiplo pede que a execução continue.
GOAU4 Metalúrgica Gerdau
Materiais Básicos
+1,55% em out.
A exposição ao aço e ao dólar vem pela holding, com desconto maior sobre o patrimônio.
A Metalúrgica Gerdau controla a Gerdau, que tem a maior parte do resultado operacional nos Estados Unidos. No consolidado do terceiro trimestre, divulgado em 26 de outubro, o lucro ajustado foi de R$ 1,52 bilhão e o Ebitda ajustado, de R$ 3,77 bilhões, com a melhor margem desde 2023. A ação negocia a 0,77 vez o valor patrimonial e já aprovou dividendo de R$ 0,16 por ação para quem for acionista em 10 de novembro. A importação de aço no Brasil segue como o principal ponto de atenção.
MILS3 Mills
Bens Industriais
−2,01% em out.
Rentabilidade alta a múltiplo de um dígito, com dívida baixa.
A locadora de máquinas e equipamentos para construção, mineração e indústria lucrou R$ 106 milhões no segundo trimestre, contra R$ 87 milhões um ano antes, e R$ 449 milhões em doze meses, com retorno sobre patrimônio de 23,8% e dívida líquida de 1,2 vez o Ebitda. Negocia perto de 8 vezes o lucro. A locação captura o investimento em infraestrutura sem carregar o risco da obra, e o ponto de atenção é o juro alto adiar projetos dos clientes.
TGMA3 Tegma
Bens Industriais
−4,51% em out.
Rentabilidade alta, dívida quase zero e um dos maiores rendimentos em proventos da carteira.
A empresa de logística de veículos novos para montadoras, que também atende a indústria química e de grãos, lucrou R$ 83 milhões no segundo trimestre, alta de 24%, com receita subindo 37%, para R$ 740 milhões. Negocia a cerca de 9,5 vezes o lucro, com retorno sobre patrimônio de 25,6%, e os proventos de doze meses somaram perto de 9% do preço. O risco está na venda de veículos, e a compra da Transcopa ainda depende do Cade.
Múltiplos projetados para 12 meses
Papel
P/L
Dividendos
ROE
EV/Ebitda
MILS3
-
-
18,5%
-
FLRY3
13,0x
7,0%
17,1%
5,9x
SMTO3
-
-
1,0%
-
GOAU4
-
-
-
-
TGMA3
7,0x
-
-
4,4x
AUAU3
10,4x
-
7,7%
4,9x
IRBR3
7,3x
5,7%
8,5%
-
ALPA4
10,3x
-
18,2%
6,9x
Mediana da carteira
10,3x
6,4%
12,8%
5,4x
Ibovespa
8,2x
6,5%
16,7%
5,1x
Consenso de analistas, fechamento de 29/10/2026. Fonte: Bloomberg.
Carteira Micro Caps 5+
A carteira Micro Caps 5+ apresentou queda de 22,53% no mês de outubro. No mesmo período, o índice de small caps (SMLL) obteve desempenho negativo de 17,45%. No ano de 2026, a carteira acumula queda de 26,28%. Em relação ao mês de outubro, saíram as ações da Taurus Armas (TASA4), Technos (TECN3), Méliuz (CASH3) e Tupy (TUPY3). Com inclusão das ações da Westwing (WEST3), Azevedo & Travassos (AZEV3), Terra Santa (LAND3) e Tegma (TGMA3).
Outubro
3 meses
Em 2026
12 meses
24 meses
Desde dez/17
Carteira
−22,53%
−4,67%
−26,28%
−15,07%
+29,08%
+179,26%
Small Caps
−17,45%
+3,11%
−18,78%
−16,97%
+11,65%
+12,72%
Diferença
−5,1 p.p.
−7,8 p.p.
−7,5 p.p.
+1,9 p.p.
+17,4 p.p.
+166,5 p.p.
É a carteira que mais muda no mês, com quatro trocas em cinco posições, e só o Grupo Multi fica. As quatro saídas perderam momento. Das entradas, a Tegma traz rentabilidade alta e dividendo, e as outras três entram pela leitura de momento, com fundamento ainda fraco, que dizemos com todas as letras: Westwing, Azevedo & Travassos e Terra Santa tiveram prejuízo em doze meses. Em comum, nenhuma das três depende de crédito para o consumidor, e duas têm ativos reais, terra e contratos de obra, que sustentam o patrimônio.
O que mudou de outubro para novembro
Outubro
4 trocas
Novembro (recomendação atual)
CASH3
−22,80% em out.
sai · entra
AZEV
AZEV3
TASA4
−42,22% em out.
sai · entra
LAND
LAND3
TECN3
−30,05% em out.
sai · entra
TGMA3
TUPY3
−13,31% em out.
sai · entra
WEST
WEST3
MLAS3
−4,26% em out.
permanece
MLAS3
−4,26% em out.
Esta é a carteira de maior risco individual da série. Com cinco nomes pequenos, cada posição pesa um quinto, e quem a carrega precisa aceitar oscilação maior que a do índice.
Quem puxou o resultado de outubro
Peso × retorno de cada posição, carteira de outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Composição de novembro por setor
Peso de cada grupo na carteira recomendada. Fonte: Genial.
R$ 100 aplicados em dez/17
Base 100 em dez/17, até 10/2026, a série publicada nas cartas anteriores. Fonte: Economatica, Genial.
Ano a ano
Carteira Small Caps
Retorno de cada ano, em %. * 2026 até outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Risco em 12 meses volatilidade 29,9% ao ano · maior queda 31,9% · beta 0,99
A Carteira Micro Caps 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Small (SMLL) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas cujo valor de mercado é de até R$ 2 bilhões e com volume financeiro médio nos últimos 3 meses superior a R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolhas.
As 5 ações de novembro
AZEV
AZEV3 Azevedo & Travassos
Bens Industriais
ENTRA
Volta ao lucro com receita em alta e uma carteira de obras contratadas de R$ 3,6 bilhões.
A holding de engenharia e infraestrutura, que atua em construção pesada, montagem industrial, saneamento e serviços para óleo e gás, faturou R$ 183 milhões no segundo trimestre, mais que o dobro de um ano antes, com lucro de R$ 1,3 milhão. Em doze meses, o resultado ainda é negativo, pesado por uma baixa contábil de R$ 620 milhões no terceiro trimestre de 2025. A margem pequena e a dependência de contratos públicos são os pontos de atenção.
LAND
LAND3 Terra Santa
Consumo Não Cíclico
ENTRA
Dona de terras agrícolas, tem no patrimônio em terra o principal apoio do preço.
A companhia reúne fazendas em Mato Grosso arrendadas para a produção de grãos, com receita de R$ 91 milhões em doze meses, vinda principalmente do arrendamento. Negocia a 1,4 vez o valor patrimonial, com dívida baixa, mas o resultado oscila entre lucro e prejuízo de um trimestre para outro: foram R$ 14 milhões de prejuízo em doze meses. Terra é ativo real, que tende a preservar valor com a inflação, e o ponto a vigiar é o preço dos grãos.
TGMA3 Tegma
Bens Industriais
ENTRA
É a posição de fundamento mais sólido desta carteira, com dívida quase zero e dividendo alto.
A empresa de logística de veículos novos para montadoras, que também atende a indústria química e de grãos, lucrou R$ 83 milhões no segundo trimestre, alta de 24%, com receita subindo 37%, para R$ 740 milhões. Negocia a cerca de 9,5 vezes o lucro, com retorno sobre patrimônio de 25,6%, e os proventos de doze meses somaram perto de 9% do preço. O risco está na venda de veículos num mês de economia mais fraca.
WEST
WEST3 Westwing
Consumo Cíclico
ENTRA
Entra como uma empresa pequena, com caixa relevante e acionistas pedindo nova devolução de capital.
A varejista online de móveis e decoração vale perto de R$ 40 milhões na bolsa e negocia a cerca de um quarto do valor patrimonial. Em julho, devolveu R$ 5,40 por ação aos acionistas numa redução de capital, e o maior acionista, com 32%, pediu outra, de R$ 30 milhões, que o conselho recomendou rejeitar em outubro. O negócio ainda dá prejuízo, de R$ 10 milhões em doze meses, e a liquidez da ação é baixa.
MLAS3 Grupo Multi
Tecnologia
−4,26% em out.
Saiu do prejuízo para um lucro de R$ 303 milhões em doze meses e ainda negocia à metade do valor patrimonial.
O grupo de eletrônicos e acessórios dono da marca Multilaser lucrou R$ 142 milhões no segundo trimestre, contra R$ 20 milhões um ano antes, depois de priorizar preço e contratos mais rentáveis em vez de volume. Tem mais caixa que dívida e negocia a cerca de 5 vezes o lucro. O risco é o crédito dos clientes varejistas, num momento de juro alto e de recuperações judiciais no varejo.
Múltiplos projetados para 12 meses
Papel
P/L
Dividendos
ROE
EV/Ebitda
MLAS3
5,8x
-
8,3%
3,6x
WEST3
-
-
-
-
AZEV3
-
-
-
-
LAND3
-
-
-
-
TGMA3
7,0x
-
-
4,4x
Mediana da carteira
6,4x
-
8,3%
4,0x
Ibovespa
8,2x
6,5%
16,7%
5,1x
Consenso de analistas, fechamento de 29/10/2026. Fonte: Bloomberg.
Carteira Dividendos 5+
A carteira Dividendos 5+ apresentou queda de 11,38% no mês de outubro. No mesmo período, o Índice Dividendos (IDIV) obteve desempenho negativo de 9,87%. No ano de 2026, a carteira acumula queda de 5,04%. Em relação ao mês de outubro, saíram as ações da Vibra Energia (VBBR3), JHSF (JHSF3) e Itaú Unibanco (ITUB3). Com inclusão das ações da BB Seguridade (BBSE3), Caixa Seguridade (CXSE3) e Bradsaúde (SAUD3).
Outubro
3 meses
Em 2026
12 meses
24 meses
Desde dez/17
Carteira
−11,38%
+0,88%
−5,04%
+5,23%
+60,88%
+137,65%
Dividendos
−9,87%
+5,81%
+2,03%
+9,02%
+37,45%
+187,67%
Diferença
−1,5 p.p.
−4,9 p.p.
−7,1 p.p.
−3,8 p.p.
+23,4 p.p.
−50,0 p.p.
As três saídas perderam momento. A JHSF é a mais exposta ao juro alto, a Vibra depende do consumo interno, e o Itaú sai sem piora de resultado. Com o juro alto, a lista passa a privilegiar quem paga proventos com o caixa do próprio negócio e tem pouca ou nenhuma dívida: as duas seguradoras estão entre as maiores pagadoras da bolsa, e a Caixa Seguridade e a Bradsaúde já têm o próximo provento aprovado.
O que mudou de outubro para novembro
Outubro
3 trocas
Novembro (recomendação atual)
ITUB3
−11,12% em out.
sai · entra
BBSE3
JHSF3
−22,54% em out.
sai · entra
CXSE3
VBBR3
−20,34% em out.
sai · entra
SAUD
SAUD3
FLRY3
−10,18% em out.
permanece
FLRY3
−10,18% em out.
PETR4
+7,31% em out.
permanece
PETR4
+7,31% em out.
As cinco empresas fazem parte do IDIV. A Petrobras fica como a maior geradora de caixa da lista, e a Fleury segue como o provento recorrente de uma empresa com dívida controlada.
Quem puxou o resultado de outubro
Peso × retorno de cada posição, carteira de outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Composição de novembro por setor
Peso de cada grupo na carteira recomendada. Fonte: Genial.
R$ 100 aplicados em dez/17
Base 100 em dez/17, até 10/2026, a série publicada nas cartas anteriores. Fonte: Economatica, Genial.
Ano a ano
Carteira Dividendos
Retorno de cada ano, em %. * 2026 até outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Risco em 12 meses volatilidade 25,3% ao ano · maior queda 20,9% · beta 1,22
A Carteira Dividendos 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice Dividendos (IDIV) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses superior a R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Dividendos (IDIV) fazem parte do universo de seleção.
As 5 ações de novembro
BBSE3 BB Seguridade
Serviços Financeiros
ENTRA
Nesta carteira, é a maior pagadora de proventos entre as cinco, com rentabilidade das mais altas da bolsa.
A holding de seguros, previdência e capitalização vendidos pela rede do Banco do Brasil lucrou R$ 9,19 bilhões em doze meses, com retorno sobre patrimônio de 84%, e negocia a cerca de 9 vezes o lucro. Pagou R$ 2,55 por ação em dividendos em março e R$ 1,98 em setembro, o que soma perto de 11% do preço em doze meses. O ponto a vigiar são os números operacionais do seguro rural e da previdência.
CXSE3 Caixa Seguridade
Serviços Financeiros
ENTRA
Nesta carteira, traz o dividendo trimestral de uma empresa com mais caixa que dívida, com o próximo já aprovado.
A holding de seguros, previdência, capitalização e consórcios vendidos pela rede da Caixa lucrou R$ 4,52 bilhões em doze meses, com retorno sobre patrimônio de 32,8%, e negocia a cerca de 14 vezes o lucro. Pagou R$ 0,35 por ação em agosto, e o próximo dividendo, do mesmo valor, é de quem for acionista em 3 de novembro, com pagamento no dia 17. O risco está no ritmo de vendas na rede da Caixa.
SAUD
SAUD3 Bradsaúde
Saúde
ENTRA
Estreia como a operadora de saúde da carteira, com mais caixa que dívida e dividendo aprovado.
A companhia nasceu em 2026 da fusão da Odontoprev com a Bradesco Saúde, e o Bradesco detém 91% do capital. No terceiro trimestre, primeiro com a operação inteira, lucrou R$ 1,18 bilhão, com receita de R$ 12,1 bilhões. O lucro de doze meses ainda mistura períodos antes e depois da fusão, o que distorce o múltiplo. O dividendo de R$ 0,34 por ação tem pagamento previsto para março de 2027, e a ação gira pouco, pela fatia pequena em bolsa.
FLRY3 Fleury
Saúde
−10,18% em out.
Nesta carteira, traz o provento recorrente de uma empresa com lucro em alta e dívida controlada.
A companhia de medicina diagnóstica, com exames de laboratório e de imagem sob várias marcas pelo país, lucrou R$ 219 milhões no segundo trimestre, contra R$ 145 milhões um ano antes, com receita de R$ 2,32 bilhões. Pagou R$ 0,40 por ação em juros sobre capital próprio em setembro, e a dívida líquida é de 1,6 vez o Ebitda. Negocia a cerca de 16 vezes o lucro, e o múltiplo pede que a execução continue.
PETR4 Petrobras
Energia
+7,31% em out.
Nesta carteira, é o dividendo recorrente que a traz, e ela é a maior geradora de caixa entre as cinco.
A petroleira integrada lucrou R$ 52,5 bilhões no segundo trimestre, contra R$ 26,8 bilhões um ano antes, com retorno sobre patrimônio de 27,7%, e negocia a cerca de 5 vezes o lucro. Em doze meses, declarou R$ 3,66 por ação em proventos, perto de 7% do preço; os pagamentos de novembro e dezembro são de quem já era acionista em agosto. O risco é o petróleo ceder se os conflitos no Oriente Médio se resolverem.
Múltiplos projetados para 12 meses
Papel
P/L
Dividendos
ROE
EV/Ebitda
PETR4
4,3x
15,9%
31,8%
3,0x
BBSE3
9,4x
-
86,5%
-
CXSE3
13,1x
-
28,2%
-
SAUD3
7,9x
-
21,9%
-
FLRY3
13,0x
7,0%
17,1%
5,9x
Mediana da carteira
9,4x
11,5%
28,2%
4,5x
Ibovespa
8,2x
6,5%
16,7%
5,1x
Consenso de analistas, fechamento de 29/10/2026. Fonte: Bloomberg.
Carteira ESG 5+
A carteira ESG 5+ apresentou queda de 13,90% no mês de outubro. No mesmo período, o Índice de Sustentabilidade (ISE) obteve desempenho negativo de 15,72%. No ano de 2026, a carteira acumula queda de 6,80%. Em relação ao mês de outubro, saíram as ações da Vibra Energia (VBBR3) e Dexco (DXCO3). Com inclusão das ações da WEG (WEGE3) e Tegma (TGMA3).
Outubro
3 meses
Em 2026
12 meses
24 meses
Desde dez/20
Carteira
−13,90%
+3,91%
−6,80%
−1,48%
+18,77%
−31,67%
ISE
−15,72%
+5,70%
−10,13%
−5,57%
+23,91%
−9,73%
Diferença
+1,8 p.p.
−1,8 p.p.
+3,3 p.p.
+4,1 p.p.
−5,1 p.p.
−21,9 p.p.
A Vibra e a Dexco perderam momento: a Vibra depende do consumo interno, e a Dexco segue com o lucro negativo e a dívida acima de duas vezes e meia o Ebitda. A WEG entra como exportadora de bens de capital, com receita em dólar e mais caixa que dívida, e a Tegma traz dividendo e dívida quase zero. A carteira mantém a Ultrapar, a Fleury e a Mills.
O que mudou de outubro para novembro
Outubro
2 trocas
Novembro (recomendação atual)
DXCO3
−21,34% em out.
sai · entra
TGMA3
VBBR3
−20,34% em out.
sai · entra
WEGE
WEGE3
FLRY3
−10,18% em out.
permanece
FLRY3
−10,18% em out.
MILS3
−2,01% em out.
permanece
MILS3
−2,01% em out.
UGPA3
−15,64% em out.
permanece
UGPA3
−15,64% em out.
O índice de sustentabilidade é bem menor que o Ibovespa, o que limita as alternativas da carteira, e três das cinco empresas também estão na Ibovespa 10+.
Quem puxou o resultado de outubro
Peso × retorno de cada posição, carteira de outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Composição de novembro por setor
Peso de cada grupo na carteira recomendada. Fonte: Genial.
R$ 100 aplicados em dez/20
Base 100 em dez/20, até 10/2026, a série publicada nas cartas anteriores. Fonte: Economatica, Genial.
Ano a ano
Carteira ISE
Retorno de cada ano, em %. * 2026 até outubro. Fonte: Economatica, Genial.
Risco em 12 meses volatilidade 26,2% ao ano · maior queda 20,1% · beta 1,03
A Carteira ESG 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de Sustentabilidade (ISE) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ações de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses superior a R$ 10 milhões e pertencentes ao Índice de Sustentabilidade (ISE) fazem parte do universo de seleção.
As 5 ações de novembro
TGMA3 Tegma
Bens Industriais
ENTRA
Entra com rentabilidade alta, dívida quase zero e o maior rendimento em proventos da carteira.
A empresa de logística de veículos novos para montadoras, que também atende a indústria química e de grãos, lucrou R$ 83 milhões no segundo trimestre, alta de 24%, com receita subindo 37%, para R$ 740 milhões. Negocia a cerca de 9,5 vezes o lucro, com retorno sobre patrimônio de 25,6%, e os proventos de doze meses somaram perto de 9% do preço. O risco está na venda de veículos num mês de economia mais fraca.
WEGE
WEGE3 WEG
Bens Industriais
ENTRA
Exportadora de bens de capital, com mais caixa que dívida e uma das maiores rentabilidades da bolsa.
A fabricante de motores elétricos, geradores, transformadores e equipamentos de automação lucrou R$ 1,76 bilhão no terceiro trimestre, com receita de R$ 10,9 bilhões, alta de 6%, e soma R$ 6,69 bilhões de lucro nos últimos quatro trimestres, com retorno sobre patrimônio de 31%. Tem mais caixa que dívida e fábricas em vários países. Negocia a cerca de 31 vezes o lucro, e o múltiplo pede que o crescimento continue.
FLRY3 Fleury
Saúde
−10,18% em out.
Lucro em alta e dívida controlada, num negócio de demanda pouco ligada ao ciclo.
A companhia de medicina diagnóstica, com exames de laboratório e de imagem sob várias marcas pelo país, lucrou R$ 219 milhões no segundo trimestre, contra R$ 145 milhões um ano antes, com receita de R$ 2,32 bilhões. A dívida líquida é de 1,6 vez o Ebitda, e a ação negocia a cerca de 16 vezes o lucro. Voltada ao mercado interno, é a mais sensível ao juro entre as que ficam, e o múltiplo pede que a execução continue.
MILS3 Mills
Bens Industriais
−2,01% em out.
Rentabilidade alta a múltiplo de um dígito, com dívida baixa.
A locadora de máquinas e equipamentos para construção, mineração e indústria lucrou R$ 106 milhões no segundo trimestre, contra R$ 87 milhões um ano antes, e R$ 449 milhões em doze meses, com retorno sobre patrimônio de 23,8% e dívida líquida de 1,2 vez o Ebitda. Negocia perto de 8 vezes o lucro. A locação captura o investimento em infraestrutura sem carregar o risco da obra, e o ponto de atenção é o juro alto adiar projetos dos clientes.
UGPA3 Ultrapar
Energia
−15,64% em out.
A dona da Ipiranga é o caixa presente da carteira, com lucro em alta e dívida baixa.
A holding, que reúne também a Ultragaz e a Ultracargo, lucrou R$ 1,68 bilhão no segundo trimestre, contra R$ 1,15 bilhão um ano antes, e R$ 3,46 bilhões em doze meses, com retorno sobre patrimônio de 19,3% e dívida líquida de 1,1 vez o Ebitda. Negocia a cerca de 10 vezes o lucro e pagou dois dividendos de R$ 1,00 por ação em doze meses. Distribuição de combustível trabalha com margem fina, e o risco está numa compressão dessa margem.
Múltiplos projetados para 12 meses
Papel
P/L
Dividendos
ROE
EV/Ebitda
MILS3
-
-
18,5%
-
FLRY3
13,0x
7,0%
17,1%
5,9x
WEGE3
28,0x
1,6%
34,5%
19,4x
TGMA3
7,0x
-
-
4,4x
UGPA3
7,8x
-
33,3%
4,6x
Mediana da carteira
10,4x
4,3%
25,9%
5,3x
Ibovespa
8,2x
6,5%
16,7%
5,1x
Consenso de analistas, fechamento de 29/10/2026. Fonte: Bloomberg.